Deputado Pedro Soares Pimenta representa Portugal nos debates da OCDE sobre Inteligência Artificial

Pedro Soares Pimenta, deputado independente no Grupo Parlamentar do PSD, marcou presença nos encontros da Global Partnership on AI, em Paris, onde se discutiu como construir uma Inteligência Artificial inovadora, mas também ética e ao serviço das pessoas.
Nos dias 11 e 12 de junho de 2026, Pedro Soares Pimenta, deputado independente no Grupo Parlamentar do PSD, participou presencialmente nos encontros da Global Partnership on AI (GPAI), realizados na sede da OCDE, em Paris, em representação da 6.ª Comissão Parlamentar. Foram dois dias de discussões de alto nível sobre um tema que deixou há muito de pertencer ao futuro para passar a moldar o presente: a Inteligência Artificial.
O programa juntou especialistas, decisores políticos e parlamentares de vários países, num esforço comum para responder a uma pergunta cada vez mais urgente — como aproveitar o potencial da IA sem perder de vista a confiança, a ética e o benefício real para a sociedade.
Dois dias, vários debates
A 11 de junho, as atenções dividiram-se entre duas sessões centrais. A primeira, "The Role of Investors in Advancing Trustworthy AI", reuniu um grupo de especialistas em torno do papel dos investidores na promoção de uma Inteligência Artificial fiável e responsável. A segunda, "Toward Trustworthy Agentic AI Systems", debruçou-se sobre os sistemas de IA cada vez mais autónomos, com particular atenção à governança, à privacidade e — ponto que ganha cada vez mais peso — à manutenção do controlo humano sobre as máquinas.
No dia seguinte, 12 de junho, decorreu a reunião do OECD Global Parliamentary Group on AI. Em cima da mesa estiveram o balanço do trabalho da OCDE nesta área, a produtividade impulsionada pela IA, a governança aplicada na prática e a cooperação interparlamentar entre diferentes países.
A confiança como condição
Mais do que o entusiasmo tecnológico, o fio condutor dos dois dias foi a noção de que inovação e responsabilidade não podem andar separadas. Uma IA poderosa que não mereça confiança é um risco; uma IA confiável, mas mal aproveitada, é uma oportunidade perdida. O desafio, reconhecido por quem ali esteve, é precisamente conciliar as duas coisas.
Participar nestes debates, ao lado de especialistas, decisores políticos e parlamentares de vários países, reforça a importância de se construir uma Inteligência Artificial que combine inovação com confiança, ética e benefício real para a sociedade — e afirma que Portugal tem voz a dar na forma como esta tecnologia vai ser regulada e usada.
Um agradecimento ao acolhimento português
Pedro Soares Pimenta deixou ainda uma palavra de reconhecimento à Delegação Permanente de Portugal junto da OCDE. Em particular, ao Dr. Pedro Solano de Almeida, Chefe de Missão Adjunto, e ao Dr. Rui Pedro Pinheiro da Fonseca, Conselheiro Técnico, cujo acolhimento, acompanhamento e disponibilidade ao longo dos dois dias foram determinantes para enriquecer a experiência.
O futuro da Inteligência Artificial está, de facto, a ser desenhado neste momento. E é fundamental que Portugal continue a estar presente onde esse desenho se faz — para que a tecnologia que aí vem combine, de forma equilibrada, inovação com ética e progresso com confiança.


