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MPT presta homenagem aos bombeiros e solidariedade a quem tudo perdeu nas chamas

MPT — Partido da Terra Julho 2026 3 min de leitura
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MPT presta homenagem aos bombeiros e solidariedade a quem tudo perdeu nas chamas

Perante os incêndios que lavram em Portugal, o Partido da Terra deixa uma palavra de reconhecimento a quem combate o fogo e de solidariedade às famílias afetadas — e reafirma a urgência de uma verdadeira estratégia florestal.

Portugal volta a arder. Nos primeiros dias de julho de 2026, uma vaga de calor extrema, com doze distritos sob aviso vermelho, criou o cenário perfeito para uma das situações mais graves dos últimos anos. O incêndio que deflagrou em Vouzela e se alastrou pela serra do Caramulo, atingindo os concelhos vizinhos, tornou-se o maior fogo do ano, já com mais de doze mil hectares consumidos, aldeias evacuadas em Tondela e milhares de operacionais no terreno.

Perante este quadro, o Partido da Terra – MPT quer deixar, antes de mais, uma palavra que considera de justiça: o reconhecimento a quem enfrenta as chamas de frente.

A quem combate o fogo, o nosso obrigado

Aos milhares de bombeiros que, dia e noite, arriscam a própria vida para proteger a dos outros, o MPT presta a mais sentida homenagem. A eles juntam-se os elementos da Proteção Civil, da GNR, das forças armadas — com a Força Aérea a participar, este ano e pela primeira vez, no combate direto —, os autarcas, os operacionais e os inúmeros voluntários que não hesitam quando a comunidade precisa.

É também de justiça reconhecer a solidariedade europeia. A ativação do Mecanismo Europeu de Proteção Civil trouxe a Portugal bombeiros e meios aéreos de Espanha e Itália, num gesto que recorda que, perante o fogo, as fronteiras se apagam e o que fica é a entreajuda entre povos.

A todos, sem exceção, o MPT agradece a coragem e a entrega. São eles a linha que separa o susto da tragédia.

Às famílias, a nossa solidariedade

Mas há uma dor que fica quando o fumo assenta. É a das famílias que veem arder a casa onde criaram os filhos, o agricultor que perde a courela e o gado de uma vida, o pequeno empresário que vê o negócio reduzido a cinzas num par de horas. Para essas pessoas, o incêndio não acaba quando a última chama se apaga — começa aí um longo caminho de reconstrução.

O MPT dirige a essas famílias toda a sua solidariedade e apela a que os apoios do Estado cheguem depressa, sem burocracias que agravem o sofrimento de quem já perdeu quase tudo. Reconstruir uma casa, uma exploração agrícola ou um negócio não pode ficar refém de meses de espera.

O fogo apaga-se no inverno

Feita a homenagem e expressa a solidariedade, o MPT não pode deixar de sublinhar aquilo que repete há décadas: os grandes incêndios de verão combatem-se, sobretudo, no resto do ano.

Enquanto o país continuar a olhar para a floresta apenas quando ela arde, o ciclo repetir-se-á, verão após verão. É preciso uma verdadeira estratégia florestal, séria e continuada, que enfrente as causas de fundo: o abandono do interior, o despovoamento que deixa milhares de hectares sem quem os cuide, a monocultura do eucalipto, a ausência de gestão de combustível e o ordenamento que se adia de legislatura em legislatura.

Uma floresta ordenada, diversificada e vivida é uma floresta menos inflamável. Isso exige valorizar quem vive e trabalha no interior, apostar no pastoreio e na agricultura de proximidade como aliados da prevenção, recuperar o mosaico agrícola que outrora travava a progressão das chamas e planear o território a pensar em décadas, e não em ciclos eleitorais.

O MPT, enquanto partido que fez da defesa da terra a sua razão de existir, reafirma o compromisso de continuar a levar estas propostas a todas as instâncias onde tenha voz. Porque honrar verdadeiramente os bombeiros não é apenas agradecer-lhes no verão. É trabalhar, o ano inteiro, para que tenham menos fogos para combater.

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MPT — Partido da Terra
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Publicado em Julho 2026