10 de Junho: o dia de Portugal e o compromisso do MPT com a terra que nos une

Portugal celebrou o seu dia na Ilha Terceira. Numa data que fala de identidade e de comunidade, o MPT recorda que amar o país é também cuidar do território que o sustenta.
Há datas que se cumprem por hábito e datas que se sentem. O 10 de Junho é das segundas. Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, é o momento em que o país se olha ao espelho — e, mais importante, em que olha para fora, para os milhões de portugueses espalhados pelo mundo que continuam a chamar a esta faixa de Atlântico a sua casa.
Este ano, as comemorações oficiais decorreram na Ilha Terceira, nos Açores. Em Angra do Heroísmo, a cerimónia militar marcou o primeiro 10 de Junho de António José Seguro enquanto Presidente da República, numa edição com um simbolismo acrescido: o meio século sobre o reconhecimento constitucional das autonomias regionais. A escolha dos Açores não foi inocente — celebrar o país a partir de uma ilha é lembrar que Portugal é maior do que o seu mapa continental, e que a sua identidade se faz também de distância, de mar e de quem partiu.
Mais do que uma efeméride
O 10 de Junho não é uma festa de bandeiras ao vento. É uma data que pergunta, a cada geração, o que significa pertencer a este país. Camões deu-nos a língua e a memória de um povo que se atreveu ao desconhecido. As comunidades deram-lhe rosto para lá das fronteiras. E o território — a terra, a paisagem, o mar — deu-lhe o chão onde tudo isto assenta.
É precisamente nesse chão que o Partido da Terra – MPT coloca o seu olhar. Porque há uma forma de patriotismo que se diz pouco mas se prova muito: a de quem entende que defender Portugal é, antes de tudo, defender o lugar físico onde os portugueses vivem, trabalham e criam os seus filhos.
O compromisso do MPT
Para o MPT, o amor ao país não se esgota no orgulho de um dia. Estende-se ao dever de o entregar inteiro a quem vier depois. E entregar Portugal inteiro significa cuidar das florestas que ardem, da água que escasseia, dos solos que se degradam, da biodiversidade que se perde em silêncio. Significa olhar para o interior que se despovoa e para a costa que se desgasta com a mesma exigência com que se olha para qualquer outra causa nacional.
Há um fio que liga o espírito do 10 de Junho à missão deste partido: a convicção de que a pátria não é apenas uma ideia, é um território vivo. Que não há comunidade sã sem ambiente são. Que não há futuro para um povo se a terra que o sustenta for tratada como recurso descartável.
Por isso, neste Dia de Portugal, o MPT renova um compromisso simples de enunciar e exigente de cumprir: trabalhar por um país mais verde, mais equilibrado e mais justo com as gerações que ainda nem nasceram. Um Portugal que se celebre não só pelo que foi, mas pelo cuidado com que prepara o que há de ser.
Porque amar a pátria é também isto: não deixar que a terra que nos deu nome se perca por falta de quem a saiba defender.


