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MPT Solidário com as famílias das vítimas da tragédia de Pedrógão Grande

fogo

A crer no que a Polícia Judiciária disse, o incêndio de Pedrógão Grande terá tido causas naturais na sua origem. Embora raras, as condições verificadas ontem são admitidas nos cenários de fogo florestal e por isso mesmo importa olhar seriamente para a gestão da floresta e das monoculturas (resinosas e eucaliptos), verdadeiros archotes que ilustram o que continua profundamente errado!

Não é o facto de o que se passou ontem ser quase impossível de controlar que deve desculpar e impedir que aproveitemos para definitivamente fazermos o que tem de ser feito, num acordo de regime partidário, ou corremos o risco de voltar a ter mais vítimas, mais perdas económicas, mais famílias desgraçadas, mesmo quando o incêndio não tiver estas proporções.

A verdade é que andamos a brincar na corda bamba!

Vão ouvir-se nos próximos dias acusações de parte a parte, defesas bacocas e sem consistência, vão procurar-se bodes expiatórios, mas na verdade os culpados somos todos nós que permitimos a liquidação total dos Serviços Florestais, que não definimos vocações e não ordenamos o território, que permitimos a eucaliptização do país de uma forma descarada e criminosa para a biodiversidade, que não pugnamos para que os nossos impostos paguem uma verdadeira força de prevenção e actuação contra incêndios florestais, que permitimos que se gastem fortunas com negócios ruinosos de aluguer de meios em vez de os adquirirmos.

O Sr Primeiro Ministro sabe que os custos a médio prazo de não se investir neste domínio são superiores aos arremedos de prevenção e reordenamento territorial que temos. Gastamos fortunas para “salvar” bancos, pagar as PPP, adiantar pagamentos ao FMI e esquecemo-nos que uma parte minúscula dessas verbas daria para termos meios humanos e materiais bons e suficientes, para reordenarmos o território e gerir o nosso maior tesouro natural de cujos serviços dependemos, e muito. Há serviços públicos que pelas atribuições que têm, a de protecção civil, têm que estar de prevenção 24 horas, 7 vezes por semana e 365 dias por ano. Entende o MPT que uma correcta e adequada coordenação destes serviços tem que ser uma das principais prioridades para quem governa.

O Partido da Terra – MPT solidariza-se com as famílias enlutadas, depositando no Sr Primeiro-ministro o protesto da sua revolta e o pedido para que tenha a coragem de fazer o que sabe que tem de ser feito para que este tipo de situações nunca mais volte a repetir-se no nosso país!